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Confissões de um Anjo da Guarda
É variada a gama de prazeres literários que o leitor encontrará nestas páginas.
Em muitas das onze histórias deste Confissões de um anjo da guarda, o anjo
Mahlaliel, o narrador, é um dissidente que introduz a ambigüidade, ou até a
corrupção, nas hostes celestiais, e sua interferência, sua intercessão a favor
dos homens vão da pungência ao sarcasmo e alcançam mesmo o grotesco.
Num dos mais saborosos textos, Mahlaliel além de pedir uma audiência (negada)
ao Senhor para questioná-lo sobre o desconserto do mundo, depois de dar
uns tapas num baseado, revela métodos pouco ortodoxos de socorrer seus
protegidos. E, sim, há um humor sem agressão em todos eles.
(Jair Ferreira dos Santos)
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Memórias da Liberdade (2008)
Desfiei estas Memórias da Liberdade no alvorecer dos anos 1980,
quando vivia em Madri. Hoje, relendo-as à luz da maturidade, senão moral
ao menos biológica, vislumbro nos textos de então um mostruário narrativo
expondo mais do que o autor precisava e menos do que a história merecia.
Trazendo a lume esta segunda edição revisada, tudo de engenho e arte
que faltou ao livrinho me sobra em significado ao reaver minhas raízes
amazonenses, minha alma cearense, meu coração carioca, meu sonho brasileiro.
(Carlos Trigueiro)
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